A circulação de informações sobre a localização de um suposto passaporte de Eliza Samudio em Portugal voltou a mobilizar familiares e autoridades nesta segunda-feira (5). O documento, cuja autenticidade ainda não foi oficialmente confirmada, reacendeu questionamentos sobre um dos crimes mais famosos do país.
Em contato com o portal O Tempo, Sônia Moura, mãe de Eliza, confirmou que tomou conhecimento do caso, mas afirmou que só irá se posicionar de forma mais contundente após a análise técnica do documento. Segundo ela, a verificação será feita em conjunto com seus advogados.
Já o irmão de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, disse à CNN Brasil que acredita na autenticidade do passaporte. De acordo com ele, os dados constantes no documento, como filiação, nome completo e data de nascimento, são compatíveis com os da irmã. Ainda assim, Arlie ressaltou que não há confirmação oficial das autoridades. “Não posso bater o martelo”, afirmou, acrescentando que, com as informações disponíveis até o momento, acredita que o documento seja, de fato, de Eliza.
Arlie também relatou que soube do caso por meio da imprensa e que aguarda novos desdobramentos. “Eu, como sempre, sei só pela mídia, não falo com minha mãe”, declarou à reportagem.
Em nota oficial, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que o passaporte foi recebido na sexta-feira (2). Ainda no mesmo dia, foi feita uma consulta ao Itamaraty, em Brasília, para orientação sobre os procedimentos e a destinação do documento. O órgão aguarda instruções.
Investigação segue sob sigilo
Segundo informações divulgadas, o passaporte teria sido encontrado dentro de um apartamento alugado em Portugal, guardado entre livros em uma estante. A descoberta foi revelada pelo Portal LeoDias, que entrevistou o homem responsável por localizar o documento. Tanto a identidade dele quanto a da locatária do imóvel não foram divulgadas, e a polícia mantém as circunstâncias do caso sob investigação.
Durante a entrevista, o homem afirmou ter dúvidas sobre a possibilidade de o documento ter sido utilizado após a morte de Eliza, mesmo diante da confissão do crime feita pelo ex-goleiro Bruno. “No meu ponto de vista, sabendo que eu não teria coragem de entrar [em outro país] com o passaporte de alguém que morreu… Acredito que outra pessoa também não [entraria com o documento], a não ser que esteja envolvida nesse crime”, disse. Ele também demonstrou preocupação com o impacto da notícia sobre o filho e a mãe da modelo.
As investigações indicam ainda que o passaporte foi carimbado pela última vez em 5 de maio de 2007, sem registro de saída. No entanto, há provas de que Eliza Samudio estava no Brasil após essa data.











