O síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, presos temporariamente na quarta-feira (28), devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29), em horário ainda não divulgado.
Eles são investigados pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o processo tramita em segredo de justiça.
O caso ganhou novos contornos após Cléber assumir a autoria do crime e indicar à polícia uma área de mata, onde o corpo da vítima foi localizado. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez no subsolo do condomínio onde morava.
Imagens de câmeras de segurança registraram Daiane deixando o apartamento, entrando no elevador e seguindo até a área técnica do prédio para religar a energia elétrica do próprio imóvel. Durante o trajeto, ela gravava vídeos com o celular, relatando quedas frequentes de energia apenas em seu apartamento. A investigação apontou que o subsolo era um ponto cego do sistema de monitoramento e que não havia câmeras nas escadas, caminho por onde o síndico teria transitado.
Mesmo com as falhas no sistema, a polícia identificou que Cléber esteve no local no mesmo horário e que teria abordado a corretora enquanto ela filmava os relógios de energia do prédio.
Outro fator considerado decisivo para o avanço das investigações é o histórico de conflitos entre vítima e suspeito. Daiane movia ao menos 12 ações judiciais contra o síndico, com denúncias de perseguição, agressões e sabotagem no fornecimento de água, energia e outros serviços do condomínio. Antes do desaparecimento, Cléber já havia sido denunciado pelo Ministério Público por stalking.
O caso segue sob investigação e novas diligências não estão descartadas.











