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Portela surpreende o público com superdrone gigante e tripulado na Sapucaí 

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A comissão de frente da Portela arrancou aplausos e surpreendeu o público ao colocar um “drone gigante” tripulado para sobrevoar a pista durante o desfile. A inovação tecnológica marcou um dos momentos mais impactantes da noite e deu forma à redenção do Negrinho do Pastoreio, figura central da narrativa apresentada pela escola.

Durante a coreografia, o tripé de apoio do equipamento se abriu e revelou um integrante montado em um superdrone iluminado. Usando máscara e figurino cênico, o performer decolou e sobrevoou os demais bailarinos, simbolizando a libertação do personagem após uma vida de provações.

“A gente quis trazer o drone para poder fazer o negrinho voar, porque ele se liberta”, explicou a coreógrafa Cláudia Mota.

Nas frisas e nos degraus mais próximos à pista, o público não apenas assistiu, mas sentiu a potência das hélices do equipamento. A inovação tecnológica da Águia foi recebida com aplausos intensos e consolidou o impacto visual da apresentação.

Narrativa em quatro atos

Dividida em quatro atos, a comissão de frente construiu o enredo a partir do diálogo entre o Bará, senhor dos caminhos no Batuque gaúcho, e o Negrinho do Pastoreio. Na encenação, Bará pede ao menino que resgate uma história perdida na névoa.

O retorno do personagem revela a trajetória de Príncipe Custódio, liderança religiosa que, segundo a tradição afro-gaúcha, organizou o Batuque no Rio Grande do Sul e se tornou símbolo da resistência negra no estado.

A apresentação retratou a chegada de Custódio ao sul do país, sua atuação religiosa e política e o assentamento de Bará no Mercado Público de Porto Alegre, considerado espaço sagrado pelos praticantes. A partir desse marco, a narrativa destacou a formação das nações do Batuque e a consolidação da religião como expressão de identidade e sobrevivência da população negra gaúcha.

“Energizado pela dança dos orixás e ancorado pelo assentamento de Bará por parte do Príncipe Custódio, o Batuque rompe fronteiras. É nesse momento que o Negrinho do Pastoreio retorna. Encantado, fica para trás o sofrimento e a lembrança da perda dos cavalos”, descreve a sinopse.

Com tecnologia, religiosidade e potência simbólica, a comissão de frente da Portela transformou tradição em espetáculo aéreo, e fez a avenida olhar para o céu.

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