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Suspeitos podem pegar mais de 33 anos de prisão pela morte de corretora em Caldas Novas

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As penas somadas para os crimes atribuídos aos suspeitos de matar a corretora Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas, podem ultrapassar 33 anos de reclusão, caso a Justiça confirme as qualificadoras de emboscada e motivo fútil, apontadas pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). 

A prisão preventiva do síndico Cléber Rosa de Oliveira e de seu filho, Michael, marca o início da fase processual de um caso que chocou a cidade e mobilizou forças de segurança.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, os crimes investigados preveem as seguintes sanções:

  • Homicídio Qualificado (art. 121, §2º): pena de 12 a 30 anos de reclusão, nos casos de emboscada ou motivo torpe;
  • Ocultação de Cadáver (art. 211): 1 a 3 anos de reclusão e multa;
  • Fraude Processual (art. 347): 3 meses a 2 anos de detenção, com possibilidade de pena dobrada quando destinada a produzir efeito em processo penal.

Caso seja condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em concurso material, o síndico poderá enfrentar uma sentença que ultrapassa 33 anos de prisão.

O inquérito policial segue sob sigilo, enquanto a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais que devem confirmar, de forma técnica, a dinâmica e a autoria dos crimes.

Investigação

Segundo as investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Daiane teria sido vítima de uma emboscada cuidadosamente planejada. A polícia sustenta que o síndico desligou propositalmente a energia do apartamento da vítima, atraindo-a até o subsolo do edifício, onde o crime teria ocorrido em um intervalo estimado de oito minutos.

Ainda conforme a PCGO, após o homicídio, Cléber teria utilizado as escadas do prédio, área sem monitoramento por câmeras, para remover o corpo, já sem vida. O motivo do crime estaria relacionado a um histórico de perseguição e a 12 processos judiciais movidos pela corretora contra o síndico.

Durante as diligências, Cléber indicou aos policiais o local onde o corpo foi ocultado e deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Já o filho, Michael, é suspeito de obstrução da investigação, após supostamente substituir aparelhos celulares com o objetivo de dificultar a perícia. Caso fique comprovada participação direta, ele poderá responder pelos mesmos crimes atribuídos ao pai.

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