O Procon de Rio Verde divulgou duas pesquisas de preços que acendem um alerta para os consumidores neste período de Páscoa e Semana Santa. Os levantamentos, realizados em estabelecimentos da cidade, mostram aumento nos valores de ovos de chocolate, pescados e vinhos, itens que tradicionalmente registram alta procura nesta época do ano.
Na pesquisa voltada aos pescados e vinhos, realizada entre os dias 24 e 28 de março de 2026, foram visitados 19 estabelecimentos comerciais e analisados 30 produtos, entre peixes frescos, congelados, salgados, além de vinhos nacionais e importados. O estudo aponta que os itens mais acessíveis partem de cerca de R$ 43, enquanto a média anual indica alta de 36% em relação ao ano passado. Segundo o levantamento, a presença de rótulos importados e a oscilação cambial contribuíram diretamente para o aumento, além da expressiva diferença de preços entre os pontos de venda.
Entre os produtos pesquisados, algumas variações chamam atenção. A tilápia em filé, por exemplo, foi encontrada entre R$ 12,99 e R$ 68,90, uma diferença superior a 430% entre os estabelecimentos. Já vinhos como o Concha y Toro Casillero del Diablo oscilaram entre R$ 36,49 e R$ 98,99, reforçando a importância de pesquisar antes da compra.
Já na pesquisa sobre ovos de Páscoa, realizada entre 24 e 30 de março de 2026, o Procon visitou 11 estabelecimentos e analisou cerca de 40 produtos de diferentes marcas, pesos e linhas comerciais. O relatório mostra uma alta média de 10% em comparação com 2025, reflexo, principalmente, do aumento no custo do cacau no mercado. O preço médio dos ovos tradicionais ficou em torno de R$ 80,92, com variações que, em alguns casos, ultrapassam 100% entre os pontos de venda.
O destaque ficou para a forte diferença de preços em itens das marcas mais procuradas. O Ovo Kinder 100g, por exemplo, foi encontrado entre R$ 63,99 e R$ 129,99, enquanto alguns modelos da Lacta e Ferrero Rocher apresentaram oscilações acima de 100%. O próprio relatório do Procon destaca que a maior variação identificada chegou a 103%, evidenciando o impacto que a falta de pesquisa pode causar no bolso do consumidor.
Diante do cenário, o Procon reforça a orientação para que a população pesquise preços, compare peso e composição dos produtos, verifique prazo de validade e condições de armazenamento, além de exigir nota fiscal. A recomendação é que o consumidor não se baseie apenas na marca ou na embalagem, já que diferenças significativas de valores foram constatadas no comércio local.











