Pelo menos 40 pessoas, entre civis e soldados, morreram durante a operação conduzida pelos Estados Unidos para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro neste sábado (3), segundo informações do jornal americano The New York Times, com base no relato de um alto funcionário venezuelano que falou sob condição de anonimato.
A ofensiva envolveu ampla mobilização militar, fechamento do espaço aéreo no Caribe e resultou na prisão de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
De acordo com o The New York Times, mais de 150 aeronaves americanas foram empregadas para neutralizar as defesas aéreas da Venezuela, abrindo caminho para helicópteros militares que transportavam tropas até o local onde Maduro se encontrava. A ação permitiu a retirada do presidente venezuelano de Caracas em meio a intensos confrontos.
Após a captura, Maduro e Cilia Flores foram levados por helicóptero das Forças Armadas dos Estados Unidos até o navio de guerra USS Iwo Jima, posicionado no mar do Caribe desde o fim de 2025. A embarcação, segundo autoridades americanas, possui grande capacidade de projeção aérea e terrestre, contando com helicópteros, aeronaves e fuzileiros navais a bordo.
Na sequência, o Boeing 757-200 do Departamento de Justiça dos EUA, que havia partido da Baía de Guantánamo, em Cuba, transportou o casal até os Estados Unidos. O avião pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no estado de Nova York. Imagens e relatos apontam que Maduro desembarcou algemado, escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais, vestindo roupa cinza clara.
Também neste sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que Nicolás Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal federal de Nova York. Segundo ela, tanto Maduro quanto Cilia Flores (igualmente detida) foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado.











