Em Salvador (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu nesta quinta-feira (2) às críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Durante evento sobre mobilidade urbana, Lula afirmou que o Pix é um serviço estratégico para o país e que será aprimorado para atender cada vez melhor aos brasileiros.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, declarou o presidente, destacando a importância do sistema administrado pelo Banco Central.
O alerta dos EUA foi feito no Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, divulgado em 31 de março, que apontou preocupações de empresas americanas sobre o tratamento preferencial do Banco Central ao Pix, em detrimento de outros sistemas de pagamentos, como o WhatsApp Pay. Segundo o documento, instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix, o que poderia prejudicar fornecedores estrangeiros.
A questão já gerou investigações internas nos EUA, quando a administração de Donald Trump levantou suspeitas de práticas comerciais “desleais” do Brasil. Na época, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou que o Pix é neutro, seguro e aberto a todos, enquanto outros bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, testam soluções semelhantes.
Lançado oficialmente em 16 de novembro de 2020, o Pix já estava em estudo desde maio de 2018 e se consolidou como um dos principais sistemas de pagamento do país. Além do Pix, o relatório americano abordou outros temas relacionados ao Brasil, como mineração e extração ilegal de madeira, legislações trabalhistas e digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados e taxa de uso de redes e satélites.
Na capital baiana, Lula também acompanhou entregas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de mobilidade urbana e visitou obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que já opera em trechos de testes. O projeto concentra R$ 1,1 bilhão em investimentos federais, com novos editais e estudos autorizados para ampliação do sistema.
O evento marcou ainda o último ato de Rui Costa como chefe da Casa Civil, que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado. A secretária-executiva Miriam Belchior assumirá a pasta.











