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Lula anuncia saída de ao menos 18 ministros para disputar eleições de 2026

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Em um movimento considerado inédito na Esplanada dos Ministérios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (31) a saída de pelo menos 18 ministros de Estado que deixarão seus cargos para disputar as eleições de 2026. A decisão foi comunicada após uma reunião com todo o primeiro escalão no Palácio do Planalto e deve ser formalizada até o fim desta semana, prazo limite imposto pela legislação eleitoral.

Segundo o próprio presidente, o número de baixas ainda pode crescer. “Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que vão deixar o governo a partir de hoje, mais quatro vão anunciar daqui a pouco, e talvez mais alguns porque até quinta-feira à noite é tempo de me avisar”, afirmou Lula.

A movimentação supera o último grande ciclo de desincompatibilização, registrado em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), quando dez ministros deixaram seus cargos para concorrer nas eleições. Pela lei eleitoral, ocupantes de cargos públicos precisam se afastar das funções dentro do prazo, que neste ano se encerra no próximo sábado (4).

Após o encontro, o Planalto confirmou oficialmente 14 mudanças imediatas no primeiro escalão, com substituições majoritariamente feitas por secretários-executivos das próprias pastas, garantindo continuidade administrativa em meio à reconfiguração política.

Entre as principais saídas está a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já havia antecipado sua saída para disputar o governo de São Paulo. Na Casa Civil, Rui Costa deixa o cargo para concorrer ao Senado pela Bahia, enquanto Simone Tebet também se desliga do Planejamento com o mesmo objetivo em São Paulo. No Meio Ambiente, Marina Silva deve disputar uma vaga no Senado, ampliando o peso político da corrida eleitoral.

Outro destaque é a saída do vice-presidente Geraldo Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para se lançar como pré-candidato à vice-presidência novamente, movimento que ainda deixa indefinido o comando da pasta.

Além disso, nomes como Anielle Franco, Gleisi Hoffmann, Renan Filho e Carlos Fávaro também deixam o governo para disputar cargos eletivos, seja na Câmara dos Deputados, no Senado ou em governos estaduais.

A reestruturação também marca avanços simbólicos, como a nomeação de Fernanda Machiaveli, que se torna a primeira mulher a chefiar o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Apesar da ampla reformulação, algumas figuras-chave permanecem em seus postos, como Alexandre Padilha na Saúde, Mauro Vieira nas Relações Exteriores e Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação Social, sinalizando uma tentativa de equilíbrio entre continuidade e renovação.

A saída em massa de ministros reforça o início antecipado das articulações para as eleições de 2026 e evidencia o peso político do atual governo na disputa que se aproxima. A expectativa é de que novas mudanças sejam confirmadas nos próximos dias, consolidando uma das maiores reconfigurações ministeriais da história recente do país.

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