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Homem rasga medida protetiva e enfia na boca da ex durante espancamento

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Uma auxiliar de cozinha de 33 anos foi brutalmente agredida pelo ex-marido, um estudante de 27 anos, na manhã deste domingo (8), em Campo Grande, mesmo possuindo uma medida protetiva que proibia o agressor de se aproximar. Durante o ataque, ocorrido justamente no Dia Internacional da Mulher, o homem rasgou o documento judicial e o forçou dentro da boca da vítima enquanto a ameaçava de morte caso procurasse a polícia.

A agressão aconteceu em uma residência localizada na Rua Marques de Barbacena, no bairro Jardim Los Angeles. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após a mulher pedir ajuda e relatar que o ex-companheiro havia invadido a casa, iniciado uma série de agressões físicas e se recusava a deixar o local, desrespeitando a determinação judicial.

Quando os policiais chegaram ao endereço, o suspeito já havia fugido. A vítima contou que o homem chegou alterado à residência e passou a atacá-la dentro do imóvel. Durante o episódio de violência, ele também ameaçou matar o gato de estimação da mulher.

Ao afirmar que acionaria a polícia e que possuía uma medida protetiva contra ele, a vítima passou a sofrer ainda mais violência. Conforme o registro policial, o agressor tomou o documento judicial, rasgou o papel e o colocou à força dentro da boca da mulher, afirmando que a mataria caso ela o denunciasse às autoridades.

Além das ameaças, o homem mordeu a vítima e utilizou uma faca para desferir golpes contra ela, causando diversos ferimentos. A mulher apresentava mordida no ombro direito, escoriações no pescoço e no rosto, lábios inchados com ferimentos internos e cortes superficiais nos braços e nas costas.

Durante o ataque, o agressor também tomou o celular da vítima. Mesmo ferida, a mulher conseguiu escapar da residência e correu até a casa de uma amiga, onde conseguiu pedir ajuda e acionar a Polícia Militar.

Equipes da polícia realizaram rondas na região em busca do suspeito, mas ele não foi localizado até o momento.

Abalada após a agressão, a vítima recusou-se a ir até a delegacia naquele momento. Segundo os policiais, ela afirmou que não retornaria para registrar a ocorrência, declarando que “medida protetiva não serve para nada” e que formalizar o caso não impediria novas agressões.

Diante da situação, os militares acompanharam a mulher até a residência para que ela retirasse alguns pertences pessoais e, em seguida, a auxiliaram a se abrigar na casa da amiga que a acolheu após a fuga.

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e ameaça no contexto de violência doméstica. O agressor segue sendo procurado.

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