Um helicóptero caiu no mar próximo à faixa de areia da Praia da Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 3, e mobilizou equipes de resgate na altura do Posto 4. Apesar da gravidade do acidente, os três ocupantes (um piloto e dois passageiros) foram retirados da água sem ferimentos graves, segundo confirmou o Corpo de Bombeiros.
A queda aconteceu por volta das 11h20 e assustou banhistas e frequentadores da região. O primeiro atendimento foi realizado por guarda-vidas que atuavam na praia, com apoio imediato de uma moto aquática que passava pelo local no momento do acidente. As vítimas foram resgatadas ainda no mar, levadas até a areia e receberam atendimento de emergência.
De acordo com os bombeiros, todos os ocupantes foram classificados como vítimas leves. “Todos foram retirados da água e colocados em segurança na faixa de areia”, informou a corporação.
Após o impacto, a aeronave tombou e afundou rapidamente, permanecendo submersa no fundo do mar, com apenas o esqui visível acima da superfície, em uma cena que chamou a atenção de quem estava na orla.
A ocorrência agora está sob investigação da Força Aérea Brasileira (FAB), que irá apurar as possíveis causas da queda, incluindo eventuais falhas mecânicas e danos estruturais na aeronave que possam ter provocado o acidente.
Segundo a FAB, o helicóptero envolvido é a aeronave de matrícula PR-DEM, registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Dados do sistema da agência apontam que se trata de um modelo Robinson R-44, pertencente à empresa Be Faster Serviços Aéreos Ltda, que opera sob o nome comercial Rio 2 Fly Táxi Aéreo. A aeronave foi fabricada em 2012 e havia sido adquirida pela empresa em fevereiro deste ano.
Um ponto que chama atenção na investigação é a informação registrada na Anac de que o helicóptero não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não estava regularizado para o transporte de passageiros, fato que pode agravar a apuração sobre as circunstâncias do voo.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades aeronáuticas e deve ter novos desdobramentos após a perícia técnica no local e a análise documental da aeronave.











