O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, passou a ser considerado foragido da Justiça do Rio de Janeiro após não se apresentar às autoridades depois da expedição de um mandado de prisão por descumprimento das condições de sua liberdade condicional.
A decisão foi proferida pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou a regressão do benefício após o atleta deixar o estado sem autorização judicial. Com a revogação da liberdade condicional, Bruno deverá retornar ao sistema prisional para cumprir pena em regime semiaberto.
De acordo com o processo, o ex-jogador viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro, onde chegou a atuar pelo Vasco-AC em uma partida válida pela Copa do Brasil, disputada no dia 19 do mesmo mês. Na ocasião, a equipe acreana acabou eliminada nos pênaltis.
Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que o comportamento do condenado demonstra desrespeito às condições impostas para a manutenção do benefício. Segundo o magistrado, a conduta configura descumprimento claro das regras do livramento condicional.
“No que concerne ao descumprimento das condições do Livramento Condicional, de fato, as condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”, registrou o juiz na decisão.
O magistrado também destacou que Bruno não poderia alegar desconhecimento das regras impostas pela Justiça, uma vez que as condições para permanência em liberdade estavam expressamente estabelecidas.
Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, sua ex-namorada e mãe de seu filho. O crime ocorreu em 2010, em Minas Gerais, e teve grande repercussão nacional. A sentença reconheceu os crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O corpo da vítima nunca foi localizado.
Após cumprir parte da pena, o ex-goleiro obteve progressão para o regime semiaberto em 2019 e passou a cumprir livramento condicional em janeiro de 2023. Com a nova decisão judicial, o benefício foi revogado e ele deverá retornar à prisão.











