Entre os profissionais homenageados pelo Folha de Notícias no Melhores do Ano 2025, um dos destaques foi a Dra. Maria Luiza Silva Brito, que recebeu o reconhecimento na categoria “Endocrinologista Pediátrica”, área que exige precisão, cuidado e sensibilidade no acompanhamento da saúde infantil.
Durante a entrevista, após receber o certificado, a especialista explicou que as principais queixas que chegam ao consultório envolvem alterações de peso, diabetes, distúrbios de crescimento, puberdade precoce ou tardia e alterações de tireoide. “Vejo tanto ganho de peso rápido quanto perda, mudanças na puberdade e muitos casos de diabetes. O acompanhamento pediátrico é essencial para identificar esses sinais nas curvas de crescimento e IMC padronizadas internacionalmente”, destacou.
Sobre a percepção dos pais em relação ao peso dos filhos, a endocrinologista reforçou que a visão familiar nem sempre corresponde aos parâmetros de saúde. “Muitas vezes achamos que a criança está com peso adequado, mas quando colocamos nas curvas vemos que há ajustes importantes a serem feitos. A percepção ainda está em construção, por isso o acompanhamento contínuo é fundamental”, afirmou.
Com os avanços da ciência, novos tratamentos e medicações passaram a auxiliar crianças e adolescentes, mas a médica ressalta que nenhum medicamento substitui hábitos saudáveis. “As medicações são ferramentas, não o foco principal. A base é estilo de vida: atividade física, alimentação rica em fibras, frutas, legumes e variedade dentro da realidade de cada família. Sem isso bem estruturado, nenhum tratamento funciona como deveria”, explicou.
Formada pela USP de Ribeirão Preto, com mestrado em obesidade e diabetes infantil, a Dra. Maria Luiza tem 29 anos e chegou a Rio Verde há cerca de nove meses, integrando-se rapidamente ao cenário da saúde local. Sua trajetória inclui graduação na Universidade Federal do Tocantins, residência em pediatria na Famerp (São José do Rio Preto) e especialização em endocrinologia pediátrica na USP.
A médica também alertou para o crescente número de casos de diabetes pediátrico, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2. “Os sinais de alarme devem ser observados: criança que volta a urinar na cama, perda de peso sem explicação, fome excessiva, sede intensa. Essas mudanças precisam ser investigadas. Informação é nossa maior defesa”, ressaltou.
O reconhecimento recebido reafirma a qualidade do trabalho que a Dra. Maria Luiza desenvolve no município: um cuidado que combina ciência, escuta ativa e compromisso com o desenvolvimento saudável das crianças.











