Folha de Notícias

Com enredo focado em Exu, Camisa Verde e Branco estoura tempo, sofre punição e vive momentos de tensão no no Carnaval de SP

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A Camisa Verde e Branco foi protagonista de um momento tenso do Carnaval paulistano na manhã deste domingo (15), no Sambódromo do Anhembi. Sétima escola a desfilar pelo Grupo Especial, a tradicional agremiação da Barra Funda ultrapassou o tempo máximo permitido e já entra na apuração com três décimos a menos.

A escola cruzou os portões com 1h06min19s, superando o limite regulamentar de 65 minutos estabelecido pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Pelo regulamento, as apresentações devem ocorrer entre 55 e 65 minutos. A penalização foi aplicada com dois décimos por exceder o tempo máximo e mais um décimo por ultrapassar um minuto além do permitido.

Correria, nervosismo e incidente com carro alegórico

O clima na avenida foi de apreensão nos minutos finais. Integrantes se apressavam para concluir o desfile, diretores de ala demonstravam tensão e houve momentos de desorganização no deslocamento das alas, comprometendo a fluidez da apresentação.

Durante o percurso, um carro alegórico colidiu com a lateral da pista, contribuindo para a perda de tempo e aumentando ainda mais a pressão sobre a escola. A Camisa Verde e Branco foi a única agremiação a estourar o tempo neste ano.

Logo após o encerramento, o vice-presidente e diretor de Carnaval passou mal e caiu no chão, exausto. Segundo informações da própria escola, o mal-estar foi provocado por queda de pressão. Ele recebeu atendimento no local e passa bem.

Enredo exaltou Exu e tradição afro-brasileira

Apesar do desfecho dramático, a escola levou à avenida o enredo “Abre Caminhos”, exaltando Exu, orixá guardião das encruzilhadas, dos caminhos e da comunicação. O samba, interpretado por Charles Silva, trouxe forte simbolismo religioso e cultural, celebrando diferentes manifestações da entidade e reverenciando a ancestralidade afro-brasileira.

Com versos marcantes como “Arreda que Exu abre caminhos” e “Eu sou da rua, macumbeiro, sim sinhô”, o desfile apostou na potência da fé, da rua e da resistência cultural da Barra Funda.

A obra foi assinada por Silas Augusto, Claudio Russo, Rafa do Cavaco, Turko, Zé Paulo Sierra, Fábio Souza, Luis Jorge, Dr. Elio, Charles Silva e Bruno Giannelli.

Tradição desde 1953

Fundada em 1953, a Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco tem como cores oficiais o verde e o branco e é uma das mais tradicionais do Carnaval de São Paulo.

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