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Arquivado: Justiça encerra caso Lázaro e valida ação policial com mais de 100 tiros como legítima defesa

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A Justiça de Goiás determinou o arquivamento definitivo da investigação sobre a morte de Lázaro Barbosa de Souza, consolidando o entendimento de que os policiais envolvidos agiram em legítima defesa e encerrando, ao menos por ora, qualquer possibilidade de responsabilização criminal dos agentes. A decisão foi tomada com base na ausência de novos elementos que justificassem a continuidade das apurações.

O caso remonta a junho de 2021, quando Lázaro se tornou um dos criminosos mais procurados do país após uma sequência de crimes violentos, incluindo uma chacina no Distrito Federal. Durante cerca de 20 dias, ele permaneceu foragido em áreas rurais entre Goiás e o DF, mobilizando uma grande operação policial. O desfecho ocorreu no dia 28 daquele mês, em uma região de mata em Águas Lindas de Goiás, onde foi localizado e morto.

Segundo a versão oficial, equipes policiais cercaram o suspeito, que teria reagido atirando contra os agentes. Armado com uma pistola, Lázaro teria iniciado o confronto, levando os policiais a revidarem. Ao todo, mais de 100 disparos foram efetuados durante a ação. Baleado diversas vezes, com ferimentos no tórax, abdômen e cabeça, ele chegou a ser socorrido e encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu.

A investigação mais recente, conduzida pela Polícia Civil, acabou arquivada após o Ministério Público entender que o caso já havia sido analisado anteriormente em um inquérito da Polícia Militar. Na apuração interna, foi concluído que houve reação legítima diante de ameaça, afastando hipóteses de execução ou abuso por parte dos agentes.

Ao analisar o pedido de arquivamento, a Justiça considerou que ambas as investigações tratavam do mesmo fato e que não houve apresentação de novas provas que justificassem a reabertura do caso. Com isso, foi aplicada a regra que impede a continuidade de apurações sobre fatos já decididos.

O inquérito da Polícia Civil, no entanto, havia sido alvo de críticas por falta de aprofundamento. O material encaminhado à Justiça não incluía relatório conclusivo, nem reunia informações essenciais, como depoimentos de policiais, testemunhas ou familiares, além da ausência de laudos técnicos considerados fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte.

Mesmo após determinação judicial para complementação das investigações, com coleta de depoimentos e produção de provas periciais, as diligências não foram concluídas dentro do prazo. Posteriormente, o caso foi transferido para Águas Lindas de Goiás, local do confronto.

Na fase final, o Ministério Público reiterou o pedido de arquivamento com base na decisão já firmada no inquérito militar. A Justiça acatou o entendimento e destacou não haver justificativa legal para manter o caso em andamento.

Com a decisão, a morte de Lázaro Barbosa passa a ser oficialmente tratada como resultado de uma ação policial legítima, encerrando o processo investigativo.

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