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Alarme trava retomada da maior usina nuclear do mundo horas após reativação no Japão

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A tentativa de reativar a maior usina nuclear do mundo foi suspensa nesta quinta-feira (22), poucas horas após o início do processo, no Japão. Segundo a operadora Tokyo Electric Power Company (Tepco), um alarme do sistema de monitoramento foi acionado durante os procedimentos, levando à interrupção imediata das operações. Apesar do susto, a empresa garantiu que o reator permanece estável e sem qualquer vazamento radioativo.

De acordo com Takashi Kobayashi, porta-voz da Tepco, o alerta soou enquanto o reator da usina de Kashiwazaki-Kariwa, localizada na província de Niigata, passava pelo processo de ativação. “As operações estão suspensas”, afirmou à AFP. A companhia não informou quando os trabalhos serão retomados.

A retomada das atividades havia começado na noite de quarta-feira (21), após a usina receber autorização da Autoridade Reguladora Nuclear do Japão, em meio a forte divisão da opinião pública. As operações no local estavam paralisadas desde 2011, quando o país interrompeu o funcionamento de todos os seus reatores nucleares após o desastre de Fukushima, provocado por um terremoto seguido de tsunami e acidente nuclear.

Inicialmente, a reativação estava prevista para a terça-feira (20), mas já havia sido adiada por um problema técnico envolvendo outro alarme do reator, que, segundo a Tepco, foi solucionado no último domingo.

Com sete reatores, Kashiwazaki-Kariwa é considerada a maior usina nuclear do mundo em capacidade de produção, embora apenas um reator tenha sido autorizado a voltar a operar até o momento.

O governo japonês aposta na retomada gradual da energia nuclear como parte da estratégia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e cumprir a meta de neutralidade de carbono até 2050, mesmo diante das lembranças ainda sensíveis do desastre de Fukushima.

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