Um advogado de Catalão passou a ser alvo de investigação da Polícia Civil após uma série de denúncias de suposto estelionato envolvendo a prestação de serviços jurídicos. Clientes afirmam ter pago altos valores em honorários, inclusive em dinheiro e, em um dos casos, até mesmo com a entrega de um veículo, sem receber retorno, andamento processual ou informações sobre as ações judiciais contratadas.
Até o momento, pelo menos 15 boletins de ocorrência já foram registrados, enquanto o PROCON do município contabiliza mais de 150 atendimentos relacionados ao caso.
Os relatos apontam um padrão semelhante: pagamentos realizados, ausência de comprovantes e falta de comunicação por parte do profissional. Uma das vítimas afirma ter procurado o advogado para tentar reduzir os juros de um financiamento, mas, após efetuar os pagamentos, não recebeu qualquer retorno sobre o andamento da demanda. Segundo o cliente, mensagens e áudios enviados ao profissional não foram respondidos.
Outra cliente relata ter desembolsado mais de R$ 13 mil em honorários advocatícios e, posteriormente, perdido totalmente o contato com o advogado. A situação se agravou quando ela descobriu que o processo judicial foi julgado sem que houvesse apresentação de defesa, o que teria ocorrido sem qualquer aviso prévio por parte do profissional contratado.
As denúncias não se limitam a pagamentos em espécie. Uma das vítimas afirma ter entregue ao advogado um carro avaliado em cerca de R$ 60 mil como parte do acordo pelos serviços, mas também não obteve retorno nem informações posteriores.
Diante da gravidade das acusações, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos. Paralelamente, a subseção da OAB em Catalão informou que acionou o Tribunal de Ética e Disciplina contra o advogado e sua esposa, que também atua na área jurídica. A entidade requereu a abertura de processo disciplinar, e, caso as irregularidades sejam confirmadas, ambos poderão sofrer sanções que vão desde suspensão até exclusão dos quadros da Ordem.
Enquanto a investigação avança, os prejuízos relatados pelas supostas vítimas se acumulam. Um dos clientes afirma ter seguido a orientação do advogado e interrompido o pagamento das parcelas de um financiamento imobiliário. Como consequência, a dívida teria aumentado significativamente, colocando em risco a permanência da família no imóvel.
Em nota, o advogado negou todas as acusações. Ele sustenta que os serviços foram devidamente prestados e que as ações foram protocoladas na Justiça, ressaltando que não pode assegurar resultados, uma vez que as decisões dependem exclusivamente do Poder Judiciário. O profissional também nega ter recebido bens, como veículos, e afirma possuir documentos capazes de comprovar sua atuação e a regularidade dos serviços prestados.
Com informações do Blog do Badiinho *











