A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Rio Verde, cumpriu nesta sexta-feira (12) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por tentativa de feminicídio, ameaça, divulgação de imagens íntimas, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas de urgência. Os crimes teriam sido praticados contra sua companheira e os dois filhos menores do casal.
De acordo com as investigações, o relacionamento entre vítima e agressor durou cerca de 11 anos e resultou no nascimento de dois filhos. O homem já havia sido preso anteriormente por violência doméstica contra a companheira. Após ser colocado em liberdade, procurou a vítima alegando arrependimento, prometendo mudar de comportamento e pedindo uma nova chance para reconstruir a relação.
Entretanto, segundo a Polícia Civil, a reconciliação durou poucos dias. Os episódios de violência retornaram de forma ainda mais intensa e culminaram em uma situação considerada de extremo risco para a mulher e as crianças.
Conforme apurado, o investigado colocou a companheira e os filhos dentro de um veículo e passou a ameaçar tirar a vida de todos. Durante o trajeto pela rodovia que liga Rio Verde a Santa Helena de Goiás, ele teria alterado o percurso e seguido para uma estrada vicinal isolada, onde continuou fazendo ameaças e criando um cenário concreto de perigo iminente.
Temendo pela própria vida e pela segurança dos filhos, a mulher reagiu. Ela entrou em luta corporal com o agressor, conseguiu escapar do veículo junto com as crianças e correu até a rodovia. No local, foi socorrida por um motorista que passava pela região e a levou até a unidade policial mais próxima para registrar a ocorrência.
Após o episódio, o suspeito permaneceu foragido por vários dias. Mesmo longe das autoridades, segundo as investigações, ele continuou perseguindo e intimidando a vítima.
Diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade física e psicológica da mulher, a Justiça determinou medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento do agressor e a proibição de qualquer contato com a vítima. Apesar de ter sido formalmente intimado, o investigado descumpriu as determinações judiciais por três vezes em apenas uma semana.
Ainda conforme a Polícia Civil, ele enviou mensagens à vítima, encaminhou flores para seu endereço e foi visto passando em frente à residência e ao local de trabalho da mulher. Para os investigadores, as ações demonstram insistência em manter controle sobre a vítima e desrespeito às ordens judiciais.
Diante da reincidência e da escalada da violência, a prisão preventiva foi decretada e cumprida por equipes da Polícia Civil. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação.











