O senador Sergio Moro saiu em defesa do colega Flávio Bolsonaro após a repercussão de áudios e mensagens envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que o aliado “já apresentou explicações” sobre o caso e anunciou apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo financeiro.
A manifestação ocorreu depois da divulgação de informações que apontam que Flávio Bolsonaro teria solicitado R$ 135 milhões ao empresário para financiar a produção do filme “Dark Horse”, obra baseada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso passou a ganhar forte repercussão nos bastidores políticos e intensificou a pressão pela abertura de investigações no Congresso Nacional.
Nas declarações publicadas na rede X, Moro também direcionou críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que o episódio estaria sendo explorado politicamente pela legenda. O senador declarou ainda que toda a oposição já assinou o requerimento para criação da CPMI do Banco Master e reforçou que defende uma “investigação ampla e profunda” sobre o caso.
“Sinônimo de corrupção no Brasil é o PT. Mensalão, Petrolão, roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, enquanto milhões de famílias estão endividadas. Eu e toda a oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, já assinamos a CPMI do Banco Master. Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT, e reiterou seu posicionamento favorável à instalação da comissão. É o que eu sempre defendi, a instalação da CPMI do Master e uma investigação ampla e profunda. Quem não deve, não teme”, disse Moro nas redes sociais.
O escândalo envolvendo o Banco Master já mobiliza parlamentares da base governista e da oposição. Lideranças políticas passaram a cobrar esclarecimentos sobre possíveis movimentações financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e aos investimentos relacionados ao filme sobre Bolsonaro. Nos últimos dias, o caso também provocou embates entre aliados da direita, incluindo críticas públicas de possíveis presidenciáveis ao entorno bolsonarista.
A CPMI defendida por Moro pretende aprofundar as apurações sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, tema que já vem sendo debatido no Senado e em outras frentes de investigação.













