O ex-senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (15) que novos materiais envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro podem vir a público, mas negou qualquer irregularidade nos contatos entre os dois. A declaração foi dada após o vazamento de documentos, áudios e comprovantes bancários ligados ao financiamento do filme Dark Horse.
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio afirmou que não há “surpresas” nos conteúdos que possam ser divulgados futuramente e sustentou que toda a relação com Vorcaro ocorreu exclusivamente em torno da produção cinematográfica.
“Pode vazar um ‘videozinho’ mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, declarou o senador.
O parlamentar também negou ter proximidade pessoal com o banqueiro. Segundo ele, não houve convivência social, viagens ou relação além das negociações ligadas ao investimento no longa.
As declarações acontecem após reportagem publicada pelo The Intercept Brasil revelar mensagens, documentos e registros bancários que apontam que Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025. O contrato total do filme estaria estimado em R$ 134 milhões.
Inicialmente, Flávio Bolsonaro havia negado qualquer participação do banqueiro na produção. Após a divulgação dos documentos, no entanto, o senador reconheceu ter buscado financiamento privado nos Estados Unidos para viabilizar o filme.
Ao comentar a mudança de versão, o parlamentar pediu desculpas por ter negado anteriormente a relação com Vorcaro e afirmou que agiu por receio de perseguição política.
“Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, afirmou.
O caso ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (15) após a revelação de que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro aparece como produtor-executivo do filme ao lado do deputado Mario Frias.
De acordo com contrato obtido pelo Intercept Brasil, os dois teriam participação em decisões relacionadas ao orçamento e à captação de recursos da produção cinematográfica.
A Polícia Federal também apura se parte dos recursos ligados ao longa pode ter sido utilizada, ainda que de forma indireta, para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e ações de articulação política junto ao governo do presidente Donald Trump.
Eduardo Bolsonaro nega irregularidades e afirma que não recebeu valores oriundos do fundo relacionado ao projeto.













