O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira (12) que o país realizou com sucesso um novo teste do míssil balístico intercontinental Sarmat II, armamento classificado pelo Kremlin como peça central da modernização das forças nucleares russas. O anúncio amplia a tensão entre Moscou e o Ocidente em meio ao cenário de instabilidade geopolítica internacional.
Em pronunciamento televisionado, Putin declarou que o Sarmat II possui capacidade destrutiva superior a qualquer equivalente desenvolvido por países ocidentais. Segundo o líder russo, o míssil tem alcance superior a 35 mil quilômetros e pode transportar ogivas nucleares capazes de atingir alvos nos Estados Unidos e na Europa.
De acordo com o governo russo, o novo sistema também teria capacidade para superar os atuais e futuros sistemas de defesa antimísseis, reforçando a estratégia militar de Moscou diante do avanço tecnológico das potências ocidentais.
O lançamento faz parte do programa de modernização nuclear anunciado por Putin em 2018, considerado uma das prioridades estratégicas do Kremlin. O plano prevê a renovação do arsenal atômico russo com armas de nova geração, incluindo mísseis hipersônicos e sistemas balísticos de longo alcance.
Apesar do discurso de superioridade militar apresentado por Moscou, analistas de segurança do Ocidente afirmam que parte das declarações do governo russo pode ter sido exagerada. Especialistas internacionais questionam o real desempenho operacional de alguns equipamentos anunciados pelo Kremlin nos últimos anos.
O projeto Sarmat, inclusive, acumula histórico de falhas e atrasos. Em setembro de 2024, um teste do sistema terminou em incidente após uma explosão deixar uma cratera profunda no silo de lançamento, segundo análises divulgadas por especialistas ocidentais. O episódio levantou dúvidas sobre a estabilidade técnica do programa nuclear russo.













