O aumento de casos de infarto em adultos jovens tem chamado a atenção de especialistas em cardiologia. Segundo o cardiologista, Gilberto Campos Guimarães Filho, o crescimento está ligado principalmente a estilos de vida inadequados, como sedentarismo, tabagismo (inclusive cigarros eletrônicos), noites mal dormidas, obesidade, uso de drogas ilícitas ou anabolizantes, consumo excessivo de álcool e alimentação rica em gorduras saturadas, frituras, açúcar e carboidratos.
O profissional recomenda atenção à manutenção de hábitos saudáveis desde cedo, adesão a tratamentos médicos quando necessários e consultas regulares, medidas capazes de reduzir significativamente os riscos de complicações cardíacas.
Segundo o especialista, existem fatores de risco modificáveis, como hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e qualidade do sono, e não modificáveis, como genética, idade e histórico familiar. “Como não é possível alterar os fatores não modificáveis, a manutenção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular são fundamentais para prevenir o infarto”, explica Gilberto.
Ele alerta também que jovens podem não apresentar sintomas, e, em alguns casos, o primeiro sinal da doença pode ser justamente a morte súbita. “Por isso a importância de acompanhamento médico mesmo na ausência de sintomas”, conclui.
O risco se torna ainda mais evidente em casos recentes, como o do engenheiro agrônomo, de 38 anos, que faleceu enquanto jogava futevôlei em Rio Verde, no final do ano de 2025. Segundo a família, ele passou mal durante a partida e não resistiu. A necropsia revelou que o homem tinha uma cardiopatia, condição que muitas vezes não apresenta sinais visíveis antes de um episódio fatal.











