Folha de Notícias

Especialista explica como a fisioterapia pélvica na gestação fortalece o corpo e contribui para um parto mais seguro

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Cuidar da saúde durante a gestação vai muito além do pré-natal tradicional. A fisioterapia pélvica tem ganhado cada vez mais espaço como aliada das mulheres nesse período de intensas mudanças físicas e hormonais. A fisioterapeuta Andressa Pamplona, especialista em Fisioterapia Pélvica e Obstetrícia em Rio Verde, explicou como o acompanhamento pode fazer diferença desde os primeiros meses até o pós-parto.

Segundo a profissional, a base desse cuidado está no fortalecimento e preparo do assoalho pélvico. “A fisioterapia pélvica é uma área da fisioterapia voltada para cuidar dos músculos do assoalho pélvico, que sustentam bexiga, útero e intestino. Durante a gestação, ela é muito importante, porque o corpo passa por muitas mudanças hormonais e mecânicas, e esses músculos precisam estar preparados para sustentar o peso do bebê e também para o momento do parto”.

De acordo com Andressa, o acompanhamento pode começar assim que a gravidez é confirmada, especialmente se a mulher já apresentar sintomas como perda de urina ou dores na região lombar e pélvica. “Mesmo sem sintomas, o ideal é começar no segundo trimestre, quando o corpo começa a exigir mais dessa musculatura”, complementou. 

Entre os principais benefícios estão o melhor controle urinário, a redução de dores e o preparo do períneo para o parto. “Melhora da consciência corporal e mais segurança durante a gestação. A mulher passa a entender melhor o próprio corpo, e isso traz mais confiança”, explica a doutora. 

Quando o assunto é parto normal, a especialista reforça que o preparo adequado faz diferença. “Quando bem orientados, os exercícios facilitam o parto normal. Não é só fortalecer, é aprender a relaxar também. Um assoalho pélvico preparado responde melhor durante o trabalho de parto e pode reduzir o risco de lacerações”. 

Embora parte dos exercícios possa ser realizada em casa, o acompanhamento profissional é fundamental. De acordo com a doutora, o ideal é pelo menos uma sessão por semana para saber o que precisa ser reabilitado e cada caso é individual. 

O cuidado, segundo Andressa, não termina com o nascimento do bebê. “Uma musculatura que já foi trabalhada na gestação tende a recuperar força e função mais rápido, além de diminuir riscos de disfunções e desconfortos após o nascimento do bebê”, concluí a doutora. 

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