Um homem foragido da Justiça do Estado do Maranhão foi localizado e preso na tarde deste domingo (28), em Rio Verde, durante uma ação da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) da Guarda Civil Municipal. A prisão foi realizada pela equipe R-010, após um trabalho integrado de inteligência com a Agência Local de Inteligência (ALI) do 23º BPM.
Segundo a GCM, o indivíduo possuía mandado de prisão preventiva em aberto por tentativa de homicídio qualificado, crime ocorrido em 1996, no município de Chapadinha (MA). O acusado, conhecido pelo apelido de “Flor”, teve seu interrogatório realizado em agosto daquele ano, mas somente em 27 de janeiro de 2004 foi formalmente denunciado pela Justiça maranhense.
De acordo com os autos do processo, o crime ocorreu após uma discussão, quando o acusado utilizou uma espingarda do tipo “bate-bucha” para efetuar disparos contra a vítima, atingindo tórax, braço e clavícula. À época, a defesa alegou legítima defesa, tese rejeitada pela Justiça após depoimentos indicarem que não houve agressão prévia por parte da vítima.
Levantamentos apontaram que o foragido residia em Rio Verde há cerca de sete anos, período em que manteve oculto seu histórico criminal, inclusive de seus familiares. No momento da prisão, parentes demonstraram surpresa, afirmando desconhecer completamente a existência do processo criminal em trâmite no Maranhão.
Após a confirmação das informações, a equipe policial se deslocou até uma residência localizada no bairro Vila Santa Cruz 2. No local, a esposa do suspeito confirmou que ele estava no imóvel. Durante a abordagem, o homem foi encontrado no interior de um quarto, e, após consulta aos sistemas oficiais, foi confirmado o Mandado de Prisão Preventiva expedido pela 2ª Vara da Comarca de Chapadinha – Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).
Diante da ordem judicial, foi dada voz de prisão, com o suspeito sendo informado de seus direitos constitucionais. Para garantir a segurança da equipe e evitar risco de fuga, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal.
Em seguida, o homem foi encaminhado à autoridade policial competente para os procedimentos legais e posterior recolhimento ao sistema prisional.











