O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva em 18 de setembro e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.
Eduardo era escrivão da Polícia Federal desde 2010 e passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após não retornar ao cargo que ocupava no Rio de Janeiro depois do fim do mandato de deputado federal. O procedimento foi concluído pela corporação em julho, com recomendação pela demissão. A decisão final cabia ao Ministério da Justiça.
Segundo a portaria, a medida foi tomada em razão do cometimento da infração disciplinar de abandono de cargo, caracterizada no processo pela ausência injustificada ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos. Desde fevereiro deste ano, Eduardo estava afastado preventivamente da função e havia sido determinado que entregasse a carteira funcional e a arma vinculadas ao cargo.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época, afirmou que havia deixado o Brasil em razão do que classificou como perseguição política. Com a publicação da demissão, Eduardo perde oficialmente o vínculo funcional com a Polícia Federal.
A decisão ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitar recurso da defesa de Eduardo e manter sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.











