Entre os itens afetados estão café verde, carne bovina in natura e etanol, enquanto produtos como suco de laranja, celulose, aviação e fertilizantes ficaram de fora da lista.
De acordo com dados oficiais, 35,9% do valor total exportado do Brasil aos EUA passará a sofrer a taxação, atingindo especialmente os setores de café, carne e etanol, ao passo que países como Colômbia e México seguem exportando sem tarifas.
O cenário aumenta a incerteza econômica e preocupa exportadores e autoridades brasileiras. Enquanto Donald Trump não sinaliza qualquer possibilidade de recuo, o governo brasileiro mantém a postura de manter a disputa, sem apresentar alternativas concretas para mitigar os impactos. Essa situação coloca pressão sobre a economia nacional, que já enfrenta desafios internos e agora encara um obstáculo significativo no comércio exterior com um de seus principais parceiros comerciais.
Para contornar a crise, exportadores buscam novos mercados, com destaque para a China, que habilitou mais de 180 novos fornecedores brasileiros, e para o Oriente Médio, que demonstra potencial de absorção de parte dos produtos. No entanto, especialistas alertam que a logística de envio é um desafio adicional. Analistas econômicos destacam que a decisão de Trump representa um duro golpe para o comércio brasileiro, reforçando a necessidade urgente de medidas que garantam soluções e benefícios para a população e para os setores produtivos afetados.











