Celebrado em diversos países, o 1º de abril é marcado por pegadinhas, trotes e notícias falsas contadas em tom de brincadeira. Mas o que muita gente não sabe é que a tradição tem origem histórica e remonta ao século XVI, quando uma mudança no calendário europeu teria dado início ao costume que atravessou gerações e permanece vivo até hoje.
A explicação mais difundida para o surgimento do Dia da Mentira está na França. Até o século XVI, o Ano-Novo era comemorado entre o fim de março e o início de abril. No entanto, com a adoção do calendário gregoriano, em 1582, a celebração oficial passou a ocorrer em 1º de janeiro. Muitas pessoas demoraram a se adaptar à mudança e continuaram celebrando a antiga data, tornando-se alvo de zombarias e brincadeiras. Essas pessoas passaram a ser chamadas de “bobos de abril”, o que deu origem à tradição do dia dedicado às mentiras e trotes.
Com o passar do tempo, o costume se espalhou pelo mundo e ganhou diferentes versões culturais. No Brasil, a tradição ganhou força no século XIX, quando um jornal mineiro chamado A Mentira publicou, em 1º de abril de 1828, uma falsa notícia sobre a morte de Dom Pedro I. A informação foi desmentida no dia seguinte, mas o episódio ficou marcado como um dos primeiros registros da data no país.
Hoje, o 1º de abril segue como uma data popular, especialmente nas redes sociais, onde marcas, empresas e usuários costumam criar anúncios falsos, brincadeiras e pegadinhas para divertir o público. Apesar do caráter leve e descontraído, especialistas alertam para a importância de diferenciar humor de desinformação, especialmente em tempos de circulação rápida de fake news.
Mais do que um dia de brincadeiras, a data também carrega um curioso recorte histórico que mostra como uma mudança de calendário foi capaz de influenciar costumes sociais por séculos.











